Casos graves de adulteração de alimentos têm sido denunciados nas últimas semanas. Para vc:
Falta fiscalização nas empresas por parte do poder público.
São crimes contra a saúde pública que precisam de punição severa.
Não são casos tão graves assim.
Não estou por dentro desse assunto.
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  DOCES E SALGADOS
 

Cardápio de restaurante popular cai no gosto da classe média

 

Mais do que a escolaridade, o que surpreende o governo é o índice de usuários sem residência fixa

20/9/2005
 

Agência Brasil

 

Quase metade dos usuários de restaurantes populares tem nível de escolaridade média ou superior. Entretanto, mais de 20% do público desses restaurantes não têm residência fixa. O número surpreendeu os organizadores da pesquisa sobre o perfil dos consumidores desses restaurantes, divulgada hoje (20) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

"O nível de escolarização estava dentro do que esperávamos. O que nos surpreendeu foi o número de população flutuante, sem domicílio definido. Isso, de fato, foi uma descoberta para nós", comenta o diretor de Promoção de Sistemas Descentralizados da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério, Crispim Moreira.

A pesquisa entrevistou 600 pessoas entre os dias 31 de maio e 2 de junho em restaurantes de cinco capitais brasileiras: Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os dados serão usados para conhecer o grau de satisfação dos usuários e apurar as necessidades para a ampliação da rede de restaurantes populares no País.

"Essa pesquisa nos ajuda a entender melhor quais são as expectativas dos usuários, serve de orientação para os novos restaurantes e como avaliação dos restaurantes que já estão em curso", diz Crispim.

O perfil dos usuários de restaurantes populares pode ser dividido em dois grandes grupos: trabalhadores urbanos jovens (34% têm até 30 anos) e pessoas com mais de 51 anos (30%). "Os trabalhadores buscam os restaurantes pela proximidade com o local de trabalho e para ter uma comida de boa qualidade e os usuários que são aposentados, pessoas mais idosas, freqüentam o restaurante como parte de sua dinâmica de vida. Eles têm, em tese, mais dificuldade de preparar seus alimentos", avalia o diretor.

Com relação à renda, 39% ganham entre um e três salários mínimos e 31% recebem até um. Quase a metade (44%) vai a pé e 40% usam o ônibus para chegar ao restaurante popular.

A preocupação com a alimentação é freqüente: 86% dos respondentes se preocupam em consumir alimentos saudáveis e 39% fazem refeições cinco vezes por semana nesses restaurantes, que têm uma freqüência alta. A grande maioria dos entrevistados (45%) declarou que sempre faz refeições nesses restaurantes, 16% quase sempre, 6% vão raramente e 6% estavam no restaurante pela primeira vez quando foram entrevistados pelos pesquisadores.

A pesquisa perguntou, ainda, quais os alimentos que os entrevistados preferem consumir. Quase a totalidade das pessoas (94%) respondeu que prefere feijão, 92% arroz e 66% carne ou frango. A preferência por salada foi 58%, por frutas, 57% e legumes, 55%. Os alimentos preferidos são frango e feijoada (17%) e os menos escolhidos são frango (7%) e carne moída, 6%.

© Agência Brasil


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